O QUE É A CIRURGIA ONCOLÓGICA

A preocupação com a segurança do paciente é um tema de relevância crescente em todo o mundo. Diante do diagnóstico de câncer, várias ações são necessárias para a obtenção do melhor resultado possível visando à cura, controle da doença, alívio de sintomas e qualidade de vida. Setenta por cento dos pacientes precisarão de algum tipo de procedimento cirúrgico durante o tratamento do câncer.
Esta jornada começa com um diagnóstico correto, a avaliação precisa da extensão da doença, a manutenção de uma boa condição clínica e nutricional, interrupção do tabagismo, discussão da melhor sequência de tratamento e suas combinações, a escolha da equipe responsável pela condução nestas etapas, anestesia, internação, até chegar à fase de reabilitação.

A prevenção de eventos adversos é um pré-requisito da segurança do paciente. A falta de conhecimento pode gerar insegurança, medo e até falhas nessas etapas. Informar sobre as recomendações técnicas é necessário para ajudar a pessoa portadora de câncer, ou seu ente querido, a enfrentar barreiras de acesso, vencer obstáculos culturais e transitar entre as etapas do tratamento da forma mais segura possível e no tempo correto.

Ter uma Cirurgia Oncológica Segura é fundamental para que pacientes e equipes de saúde alcancem o melhor resultado oncológico para cada situação que se apresenta.


Primeira etapa: biópsia

A biópsia é uma forma de diagnosticar doenças e o câncer. O médico remove uma amostra de tecido ou células para serem examinadas por um médico patologista sob um microscópio. Também busca-se a expressão de mutações genéticas e outros fatores moleculares importantes para a decisão clínica. Dependendo do objetivo, uma biópsia pode ser excisional ou incisional:

Uma biópsia excisional é quando um nódulo inteiro ou área-alvo é removido cirurgicamente. Uma biópsia incisional envolve a coleta de uma amostra de tecido.

Existem diferentes tipos de biópsia. É fundamental que o cirurgião escolha o método apropriado para cada situação.

Segunda etapa: avaliar a extensão e a gravidade

Esta fase chama-se de estadiamento e ajuda a descrever onde o câncer está localizado, se ou onde se espalhou e se está afetando outras partes do corpo. Os médicos costumam usar testes de diagnóstico para determinar o estágio do câncer como tomografias, ressonâncias ou PET- CT. A avaliação pode não estar completa até que todos esses testes sejam concluídos.

Conhecer o estágio ajuda o cirurgião a:
Planejar o tratamento, incluindo o tipo de cirurgia e/ou se a quimioterapia ou radioterapia são necessárias;
Prever a chance de o câncer voltar após o tratamento original;
Prever a chance de recuperação;
Conversar sobre o diagnóstico em uma linguagem clara e comum com toda a equipe de saúde;
Determinar os resultados do tratamento; Avaliar se os novos tratamentos funcionam entre grupos de pessoas com o mesmo diagnóstico.

Terceira etapa: planejamento oncológico global

Com as informações obtidas nas fases anteriores em mãos, deve-se pensar com cuidado na escolha das melhores alternativas e sequência para o tratamento oncológico.

Setenta por cento (70%) das pessoas precisarão de cirurgia oncológica em algum momento da sua jornada para cura, controle ou paliação de sintomas. Hoje, é cada vez mais frequente a associação de quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou terapias inteligentes. Os tratamentos devem ser pré-operatórios ou pós-operatórios.

É fundamental que o paciente seja tratado por um dos centros de referência (ver página) e por especialistas com a formação certificada.

Quarta etapa: admissão para a cirurgia

A admissão para a realização de uma cirurgia oncológica exige que alguns cuidados sejam tomados pelo paciente e pela equipe cirúrgica.

O estado nutricional deve ser avaliado. A nutrição tem papel relevante na cicatrização de feridas, na redução de complicações pós-operatórias e no tempo de internação. Algumas intervenções nutricionais podem ser indicadas antes da cirurgia para obtenção do melhor desfecho.

Outro fator que deve ser afastado é o tabagismo. Além de ser um grande fator de risco para câncer, pode complicar a recuperação. Problemas de cicatrização e respiratórios estão associados ao tabagismo.

Por medidas de segurança, uma avaliação pré-anestésica deve ser realizada. As características pessoais e clínicas são avaliadas para que o planejamento do tipo de anestesia e suporte sejam compatíveis com o procedimento cirúrgico proposto.

Por fim, todas as informações e esclarecimentos devem ser consignados no Termo de Consentimento Informado. Ele é um instrumento que ajuda a esclarecer e tirar dúvidas sobre os detalhes da cirurgia.

Quinta etapa: reabilitação

As alterações pós-operatórias apresentam novas necessidades de readaptação em maior ou menor grau. Desde os mais simples cuidados com a ferida cirúrgica, passando pelo controle da dor, correção de posturas, recuperação nutricional, fisioterapia motor, respiratória e até os aspectos psicológicos.
A equipe médica dará as melhores recomendações para o retorno seguro ao trabalho, meio de mobilidade e atividades físicas.

A reabilitação é um mundo bastante amplo e visa ao seu retorno à vida normal.


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